Limitadíssima, vá.
sábado, 31 de Outubro de 2009
terça-feira, 13 de Outubro de 2009
As palavras na porta.

"Mais tarde ou mais cedo, havemos de saber a verdade.
Que fomos moldados pela erosão do vento...
...Assustados pela grandeza das nossas capacidades."
domingo, 11 de Outubro de 2009
Retrospectiva de um ano de lenço à cabeça.
Ser "caloiro"... eis uma situação que traz consigo uma série de incógnitas, que implica uma acção social diferente do habitual..., uma situação aparentemente desagradável e incómoda, que cada um que a sente não sabe definir bem e, por princípio, deseja ver ultrapassada o mais depressa possível. Ser "caloiro" não é uma situação igual em todos os meios universitários: desde o "caloiro" impessoal primeirista duma Faculdade, imbuído de tradicionalismo praxístico e despido de personalidade própria, dado que apenas se dá valor ao conjunto abstracto de "caloiros" e não a cada um em si...até aos "caloiros" dos organismos circum-universitários que são encarados como seres que há que guiar, individualmente, atendendo às características próprias de cada um, uma distância enorme vai. Caloiro do Orfeão, a quem dirijo especialmente estas palavras, tu não és um "caloiro" qualquer! Sentirás a tua situação, viverás durante um ano aspirando pela qualidade de Orfeonista com "O" maiúsculo e terás que trabalhar para a merecer e conseguir! Enquanto lês este escrito, provavelmente inquires a ti próprio: "Afinal, qual é o meu papel no meio de tudo isto?".
Sim, é verdade! Tens um papel a desempenhar, muito importante, que te vou dizer qual é. Caloiro, o O.U.P. adquiriu e mantém o seu prestígio graças ao esforço e dedicação de sucessivas gerações de Orfeonistas...dos tais com "O" maiúsculo! Aqueles que saem, no fim da sua vida orfeónica, não receiam, com a sua saída, perigar a existência do Organismo: confiam nos que ficaram e nos que entraram. Também os que ficam não temem que a sua dedicação seja vã, pois esperam que aqueles que entraram, os "caloiros", continuem, num futuro próximo, a levar bem alto, o facho que há já longas décadas arde sem desfalecimento.
Como vês, caloiro, todos confiam, não no que és presentemente, nota bem, mas sim no que poderás vir a ser, confiam nas tuas possibilidades e no teu querer de as evidências, confiamos nós que, actualmente, guiamos o barco, confiam aqueles que já o deixaram mas continuam íntima e espiritualmente ligados ao O.U.P.; confiam os cinquenta o tal anos de existência do Orfeão que serão, possivelmente, o juiz mais severo do teu comportamento! Compreendes agora, verdadeiramente, o que vem a ser o "caloiro" do O.U.P.? Aqui, ser "caloiro" é tirocinar, apreender e aprender, colher da experiência dos"velhos" o que te falta para, juntamente com dedicação, boa vontade e carácter, estares um dia apto a ser um dos tais Orfeonistas com "O" grande. Tens que te submeter à orientação dos mais velhos para que possas, futuramente, vir a orientar também.
Como verificas, ser "caloiro" no Orfeão é uma situação positiva, trabalhosa, é certo, mas que serve para aquilatar do vosso potencial; na realidade, é uma oportunidade que se vos dá a todos e, como diz a parábola, "quando a seara estiver madura, fácil será sparar o trigo do joio"... no entanto, esperamos que o joio nem sequer chegue a vingar! Caloiro, só poderás conhecer, compreender e gostar do Orfeão desde que saibas ser "caloiro", desde que procures, na tua situação de aprendiz, aprender de facto; como já tive ocasião de te dizer, terás que ceder um tanto da tua própria maneira de ser para te integrares verdadeiramente no Orfeão e não te manteres como um ser aparte; verás que ser "caloiro", aqui, no O.U.P., constitui uma das mais interessantes experiências que terás ocasião de viver!
Repara, amizade e camaradagem só têm bases firmes e duradoiras quando cimentadas pela colaboração mútua, pelo trabalho realizado em comum em prol de um ideal também comum. Tu, caloiro, vais conhecer esse ideal, vais trabalhar connosco, melhor, vais aprender a trabalhar pelo Orfeão.
Caloiro, quando, um dia, eu já cá não estiver e tu pensares em dedicar algumas linhas aos "caloiros" que nessa altura venham a entrar no Orfeão, reconhecerás então, pela segunda vez, que tenho plena razão!
Beirão Reis in revista do OUP, Dezembro de 1964
quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
Sinto-me assim.*
All in the eyes of a boy
Na realidade, sinto(-me) muito mais. Ainda assim, não o suficiente para revelar já tudo de uma vez. Terminei há momentos o meu primeiro relatório de estágio. A objectividade ajudou-me a desviar da emoção que me tem atingido por estes tempos de auto-conhecimento. E sem ainda conhecer detalhes sobre o passado de cada um dos treze rapazes ao lado de quem vou estar durante os próximos quatro meses, já aprendi que crescer sem amor tem consequências catastróficas. E porque todos somos uma grande família, tenho todo o orgulho em partilhar convosco a minha nova Casa, onde cada jovem é uma esperança :)
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