quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Amor Cão

"O que é o amor?". É a pergunta a que procura responder Alejandro G. Iñárritu, em Amores Perros (2000). [Já é quase clássica a minha insistência em começar as trilogias ao contrário.] Apesar de ser, provavelmente, uma das perguntas mais subjectivas de todos os tempos, é possível encontrar um retrato comum, pintado essencialmente com violência, dor, muito sangue e, acima de tudo, humanidade, onde a crueldade de cada destino converge num acidente brutal, relembrando a todos de que basta apenas um momento para transformar uma vida de encanto na realidade mais angustiante e desesperada. O carácter destruidor e auto-destrutivo dos cães, enquanto elo de ligação entre as personagens, parece também minimizar as diferenças entre os homens e os animais. E todas as feridas e mutilações mentais e emocionais que o filme nos provoca servem para demonstrar que também somos o que perdemos.

5 comentários:

mãosvazias disse...

sobretudo o que perdemos.

Silvana disse...

eu já vi esse filme, fantástico mesmo.

:D

João disse...

É talvez o único grande filme do realizador, os outros não fazem tanta falta

Gostei do blog =)

Joana. disse...

Obrigada, João.

Serás sempre bem-vindo então. =)

Neuroticon disse...

Um dos melhores filmes da última década, sem sombra de dúvida!