quinta-feira, 31 de Julho de 2008

In cards and flowers on your window
Your friends all plead for you to stay
Sometimes beginnings aren't so simple
Sometimes goodbye's the only way

And the sun will set for you
The sun will set for you
And the shadow of the day
Will embrace the world in grey

[Pledge:
Don't let anyone distract me from things I have already planned on accomplishing.]

quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Apontamentos de uma Viagem

I. Seria tudo mais fácil se me limitasse a descrever estas paisagens. Mas tudo se tornou diferente a partir do momento em que decidi esquecer o Mundo e tudo aquilo em que me sentia reprimida. Foi este sentimento de clausura em mim mesma e insuficiência que fez crescer a vontade de soltar as amarras e desancorar-me de um porto demasiado seguro. Previsível. Tão certo que já começava a irritar. É quando se sente uma fome do imprevisível. Do estranho. Então, parto em busca do desconhecido, onde tudo é novo. Sensações. Experiências. Singularidades. Locais. Sabores. Banalidades.

II. Olho à minha volta. Gostava de poder ver sem pensar. De não ser sempre tão racional. De ver apenas a merda de uma fogueira acesa na praia e gente ao redor a conversar, a dançar ou a beber. Mas se descrevesse apenas o que me acontece, não estaria a ser eu própria. Reflicto sempre sobre o que vejo. O que ouço. O que sinto. Talvez agora consiga perceber a minha necessidade obsessiva de dar nomes a todas as coisas que fazem parte de mim. Caso assim não fosse, não teria trazido na mochila um bloco de notas onde anoto estes pensamentos aleatórios.

III. 4h46. Não consigo dormir. O comboio está parado. Mas não sei porquê. Acordei para pensar. Desde pequena que vou para a cama, mesmo antes de ter sono, para pensar naquilo que quero ser e fazer. Antever sonhos. Mas hoje é diferente. Não penso no passado, simplesmente porque é passado. Não penso no futuro, porque nesta viagem só importa viver o presente. Após uma longa conversa, hoje penso na ironia do destino, quando amamos alguém uma vida inteira e nunca somos capazes de dizer-lhe “amo-te”. Penso no meu pai.

IV. Caminhámos ao longo do paradão até ao farol, onde absorvemos uma imensidão de paz azul e ao fim da tarde trepámos a árvore e ficámos lá em cima a comer figos enquanto dois cavalos corriam à nossa frente. O Sol já quase se pôs, mas continuo com o meu chapéu, que já faz parte da minha identidade. Assim, a vida tem um sabor de integridade real. Não há ninguém a perguntar “onde”, “quando”, “o quê”, “com quem” ou “porquê”. Tudo isto é irrelevante quando se vive. Quando simplesmente se vive. Connosco. Em nós próprios. Mais ninguém.

Uma viagem espiritual onde dominou o lado mais humano de cada uma das pessoas que fez parte dela. Um verdadeiro “melting pot”, como alguém lhe chamou, que ajudou a redefinir as minhas perspectivas sobre a vida e a descobrir novos rumos. Sinceramente, obrigado a todos.

[Haja saúde.
Haja saudade.]
If only they could see, if only they had been here
They would understand, how someone could have chosen
To go the length I've gone, to spend just one day riding
Holding on to you, I never thought it would be this clear

sábado, 26 de Julho de 2008

Summer's Rules

I'd rather dance with you than talk with you
So why don't we just move into the other room
There's space for us to shake, and hey, I like this tune

Even if I could hear what you said
I doubt my reply would be interesting for you to hear
Because I haven't read a single book all year
And the only film I saw, I didn't like it at all

The music's too loud and the noise from the crowd
Increases the chance of misinterpretation
So let your hips do the talking
I'll make you laugh by acting like the guy who sings
And you'll make me smile by really getting into the swing

I'd rather dance than talk with you

Join The Cause:
GET INTO THE SWING

[Vou partir hoje para ficar.]

sexta-feira, 25 de Julho de 2008

Hello, Stranger!

"I don't love you anymore. Goodbye."

quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Kings Of Convenience @Casa da Música

Silêncio é uma palavra que não consigo dissociar quando penso em Kings Of Convenience. Ontem à noite, naquela sala repleta de gente, vivi dentro de mim o Outono mais doce. Assim que os primeiros acordes sopraram no meu rosto, as lágrimas escorreram-me pela alma. E foi nas paisagens de amor sombrio e interrompido daquelas melodias que absorvi a serenidade em toda a sua verdade, numa inocência incapaz de desafinar o beijo mais gentil. E foram aquelas cordas que me contaram os segredos mais triviais sobre viajantes desencontrados e amantes indecisos. Do alto da tranquilidade acústica, encontrei-me prostrada num cenário de folhas caídas onde me identifiquei com um contraste permanente entre a lucidez da responsabilidade e a beleza da infantilidade. Onde a tristeza da música reconhece o mérito da dor e a amenidade das vozes aquece e conforta uma vida que, movida por uma causa maior, não sucumbe à passagem execrável das estações do ano.

E que nunca ninguém perturbe a tranquilidade de ouvir em português... “Quero a vida sempre assim...”.

Through the alleyways to cool off in the shadows.
Places look the same, and we're the only difference.

segunda-feira, 21 de Julho de 2008

Trauma de Infância I

- Não vou comer isso. Não gosto de coelho.
- Não é coelho, querida. É polvo. Come miguinha! No fim, eu mostro-te as penas.

domingo, 20 de Julho de 2008

Auto-descoberta

Durante este fim-de-semana que passei fora de casa tomei uma decisão. No próximo domingo vou iniciar uma viagem de quatro dias. Mas não se trata de uma viagem vulgar. Vou partir com o objectivo primário de regressar a casa. Por outras palavras, vou à minha procura para me trazer de volta. Preciso de ir sozinha para encontrar o meu caminho. Lembrei-me que é urgente voltar para buscar a minha alma. Preciso de tempo. Distância da confusão na minha vida. Vou respirar fundo. E deixar tudo para trás. O ponto de partida ainda não está escolhido. Mas sei que irei para Sul. E, quando lá chegar, começarei a subir, em câmara lenta, até ao meu destino. Sem telemóvel. Internet. Relógio. E quando chegar, continuarei a ser a mesma. Mas tenho a certeza que vou trazer comigo as respostas e o equilíbrio que preciso. Vou renascer em mim mesma através das coisas mais simples.

sexta-feira, 18 de Julho de 2008

"Enquanto houver ventos e mar..."

Por entre experiências, desilusões, verdades e omissões, o meu corpo contorceu-se com a revolta e a minha mente revigorou-se com a ressaca de cada memória em que o tempo cessava dentro de mim. Rasgo a pele gasta e cravada de toques para ver nascer uma nova. Lavo os olhos para ajustar a minha visão. Afasto-me dos sonhos para me aproximar da realidade. Defino metas sem estabelecer limites. Pinto com cores as minhas lágrimas só porque a monotonia me incomoda. E finjo esquecer a alma a enxugar no estendal daquela pensão onde desejava dormir todas as noites. Talvez um dia volte para buscá-la. O coração, esse, continua deliberadamente deixado à mercê do destino. Apesar da nossa relação difícil, sei que ainda está culpadamente arranhado e preso a expectativas antigas. Mas, com lentidão, venço desejos latentes sem sufocar nos meus próprios medos. Já não deambulo ou corro desesperada ao redor da impossibilidade. Hoje, caminho com firmeza sem olhar para trás.

quinta-feira, 17 de Julho de 2008


Hoje...

...sorri quando acordei.
...fiz tranças no cabelo.
...usei um vestido colorido.
...pintei flores que cresciam a partir dos meus olhos.
...mergulhei os dedos no Tuli Creme.
...andei às cavalitas.
...fiz castelos na areia.
...andei de baloiço.
...ri às gargalhadas.
...comi melancia até o sumo me escorrer da boca.

M.

Sentei-me ontem no frio da noite. Debaixo da velha árvore, naquele banco tantas vezes arrastado para onde nós quiséssemos. Encostei o corpo para trás. Não queria olhar as estrelas. Não queria tentar ser feliz. Queria apenas desejar que tudo fosse simples. Fácil. Eu e o silêncio. Mas o pássaro na gaiola da árvore velha insistia em quebrar a escuridão na qual eu tinha decidido permanecer nesta noite. Não te esperava. Trouxeste-me um chocolate negro. Sabes bem como gosto de metáforas. E foi com um simples gesto que me trouxeste o ferro em palavras que me inspiraram a reconstruir o amor. O amor por mim própria. E fingi que não ouvi o que me disseste quando me deste aquele beijo na testa. Como faço tantas vezes. Quando te ignoro. Quando passo por ti a correr, sem olhar. Desta vez vou guardar dentro de mim tudo. As palavras. O beijo. O abraço apertado.
Obrigada M.

terça-feira, 15 de Julho de 2008

Gone for the summer.
[It's alright.
'Cause there's beauty in the breakdown.
So let go.]

segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Talvez o nosso amor tivesse sido feito para ser esquecido. Talvez nunca estivéssemos destinados a sermos os dois. Perdemo-nos. Fui estúpida. Egoísta. Apaixonada. Só queria que voltasses e me desses um “adeus” digno do tempo em que escrevemos juntos rascunhos de felicidade. Quanto mais te apago, mais me apareces. Tenho momentos em que me sinto forte e orgulhosa da coragem das minhas palavras. Tenho momentos em que me sinto miserável e rasgada por dentro. O meu entusiasmo hoje soa-me a ilusão. Pequeno. Medíocre. A realidade é bem mais fria, e emana um cheiro de fim. E sinto nojo das promessas estúpidas. Hoje há músicas que me são mais familiares do que nunca. Mas dói. Tanto. O peito apertado. A puta da saudade. Chega de idealizar. O preço tornou-se demasiado alto. O meu coração deixou de estar à venda por sonhos baratos.

[A passagem do tempo fez-me perceber que o meu entusiasmo,
comparado com a realidade, era ridículo.
A realidade era aquela sala arrumada velha.
O meu entusiasmo era uma ilusão que construíra sozinho a partir de nada.
Sentado, assistia às sombras que cresciam da pernas dos cadeirões.]
José Luís Peixoto
Morreste-me.

domingo, 13 de Julho de 2008

O nosso amor morreu.
Quem o matou fui eu.
[08.02.2008 - 12.07.2008]

quarta-feira, 9 de Julho de 2008

Obrigada pela amizade
Pela melodia das tuas palavras.
Por não me deixares sozinha.
Quando preciso mais de ti.

[Eu definitivamente gosto de escrever para mortos.
E estou farta desta ironia das relações.]

Trials and Tribulations.

When my landscape changes, rearranges...
I am as strong as I thought I was.

terça-feira, 8 de Julho de 2008

O Meu Mar

Eu sou a fonte. É das minhas mãos que nascem as palavras. Mas é no lugar onde outrora esteve um coração que palpita agora a nascente de um rio que corre em direcção a ti. E desaguo no meu mar. Em ti. Onde só quero o sabor da tua pele de sal. E o momento em que a força da corrente nos une. Prende. Aprisiona.

"O teu sorriso voa como uma borboleta"

Eu gosto de tropeçar nas palavras. E é por isso que coloco muitos pontos finais, porque me obrigam a parar e a começar de novo. A saborear as palavras. E a nutrir-me com a seiva de cada uma delas. Eu gosto de metáforas. E tento mantê-las intactas, na sua pureza. Na sua simplicidade. Na sua inocência. Porque a magia das palavras não se explica. Sente-se. E explicar é aniquilar a beleza das coisas. Mas eu recuso-me a desvendar segredos. Contento-me em ser uma criança com a ilusão dos meus sentidos. Chega-me para criar um mundo de fascínio. Inquietação. Curiosidade. E a minha metáfora preferida somos nós, porque somos o Amor.

Quando explicada, a poesia torna-se banal.
Melhor do que qualquer explicação é a experiência de emoções
que a poesia pode revelar a uma natureza predisposta a percebê-la.
Il Postino (1994), Michael Radford

segunda-feira, 7 de Julho de 2008

[Antes de três luas voltarei por ti.
Antes que sintas a minha falta.]

The Assassination of Jesse James

...E na linha de raciocínio das últimas semanas, o prémio de personagem lamentável que procura, a todo o custo, ser outra pessoa, vai para... Robert Ford! Interpretado por Casey Affleck, Bob Ford é o assassino do famoso e lendário criminoso norte-americano Jesse James, que se apresenta com um fingimento e uma adoração confusa e explosiva que, tal como metástases, culminam num sussurro de uma bala disparada. Todos lhe chamam cobarde. Para mim, é inocente, assustado, desajeitado, frágil, soberbo. Brilhante.

domingo, 6 de Julho de 2008

Into The Wild

Fui para os bosques para viver livremente.
Queria viver plenamente e sugar o tutano da vida!
Para aniquilar tudo o que não era vida.
E para, quando morrer, não descobrir que não vivi.

[H. D. Thoreau (1817 – 1862)]

Happiness only real when shared.

Alexander Supertramp.

Cold Wind

Já me tinha esquecido de como era ler três pares de palavras que me fizesssem chorar por dentro, ao ponto de as lágrimas se entranharem em mim e lavarem-me todo o corpo. É. Hoje quase nem me sinto. Foda-se.
[Something ain't right.
Something ain't right.]

sábado, 5 de Julho de 2008

Tenho saudades tuas. Sinto a falta da tua voz. Do teu toque. Do teu beijo. Do teu abraço. Do teu cheiro. Faz-me falta cada sentido teu. Cada pedaço de ti. Eu amo-te. Sou o Sentimento mais puro e primitivo. Cada vez que escrevo para ti rasgo-me por dentro por não encontrar as palavras. Porque as nossas palavras ainda não existem. Sei que nunca conseguirei inventar uma única palavra que respire o que somos. E eu morro num “amo-te” que não me basta. Prolongo-te sempre para além da saudade. A saudade de sermos um. Em tempos e espaços onde somos memórias de um amor construído pelas nossas mãos. Pelos nossos olhos. Pelos nossos lábios. Pelos nossos braços. Pelas partes que eram nossas e deixaram de nos pertencer. Contigo, essa parte transforma-se em mim e dilui-se em ti. E sou apenas eu. Sou tua.
[01.07.08]
...Que cada palavra continue a fazer tanto sentido para ti, como faz para mim.

sexta-feira, 4 de Julho de 2008

La Vie par Procuration

Lever sans réveil, avec le soleil
Sans bruit, sans angoisse, la journée se passe
Repasser, poussière, y a toujours à faire
Repas solitaire, en point de repère

La maison si nette, qu'elle en est suspecte
Comme tous ces endroits où l'on ne vit pas
Les êtres ont cédés, perdu la bagarre
Les choses ont gagné, c'est leur territoire

Le temps qui nous casse, ne la change pas
Les vivants se fanent, mais les ombres pas
Tout va, tout fonctionne, sans but sans pourquoi
D'hiver en automne, ni fièvre ni froid

Elle apprend dans la presse à scandale
La vie des autres qui s'étale
Mais finalement de moins pire en banal
Elle finira par trouver ça normal
Elle met du vieux pain sur son balcon
Pour attirer les moineaux les pigeons

Des crèmes et des bains qui font la peau douce
Mais ça fait bien loin que personne ne la touche
Des mois des années sans personne à aimer
Et jour après jour l'oubli de l'amour

Ses rêves et désirs si sages, si possible
Sans cri, sans délires sans inadmissible
Sur dix ou vingt pages de photos banales
Bilan sans mystères d'années sans lumière

As minhas últimas semanas fazem-me lembrar tanto esta música. Ouvi-a, pela primeira vez, quando tinha 16 anos e nunca mais a esqueci porque, de alguma forma, identificava-me com ela e cada vez sinto mais que as pessoas que me rodeiam deviam ouvir esta música para se verem ao espelho. Identificava-me. Mas o que mudou? Nada. As imagens, os filmes, as músicas e os livros continuam a ser os mesmos. A canção tem razão: o tempo não muda nada; as pessoas passam – entram e saiem – mas as sombras permanecem. Incluo-me naquele grupo de pessoas que são capazes de sorrir ao fim daqueles dias que doem, que magoam e destroem. Mas estes sorrisos são só para aqueles com quem partilho bons momentos. Estes, se me conhecem, sabem que sou sensível e verdadeira, que não tenho medo de chorar. No fundo, eu sempre soube sonhar à minha maneira, sempre imaginei outros e falei sozinha. Sempre dominei a minha própria ilusão. Enquanto a realidade é feita de histórias inacabadas e problemas para resolver, no mundo ideal há quase sempre finais felizes. As vidas paralelas são o melhor remédio para quem sofre na pele a angústia e o barulho atormentador da existência. Neste mundo sem lágrimas, sem delírios, sem lugar para o inadmissível, facilmente se esquece o amor. Se eu quero a luz, sei que apenas terei o pôr-do-Sol, porque a noite irá cair em breve. Sou a editora da minha imagem, a realizadora do meu filme, a compositora da minha música e a escritora do meu livro. E nos dias em que tudo me parece insignificante, não volto atrás no que já está feito. A vida permanece intacta e verdadeira, cheia de incorrecções. Não fico presa às memórias do passado. Apenas deixo o guião aberto para ser folheado, não para ser lido.
[Comecei a escrever para encontrar a nitidez e a clareza que preciso. Mas o texto continua confuso e turvo.]

Cinema de Baunilha e Chocolate

1 - Manhattan (1979), Woody Allen

2 - Schindler's List (1993), Steven Spielberg

3 - Ivan's Childhood (1962), Andrei Tarkovsky

4 - Hiroshima Mon Amour (1959), Marguerite Duras

5 - Persona (1966), Ingmar Bergman

6 - La Dolce Vita (1960), Federico Fellini

7 - Pickpocket (1959), Robert Bresson

8 - The Seventh Seal (1957), Ingmar Bergman

9 - Casablanca, Michael Curtiz (1942)

10 - Jules et Jim (1962), François Truffaut

quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Closer.

- I'll always love you. I hate hurting you.
- Then why are you?
- 'Cause I'm selfish. And I think I'll be happier with her.
- You won't. You'll miss me. No one will ever love you as much as I do. Why isn't love enough?

Truth.
Lies.
Fuck.
Love.
Closer.

I know who you are.
I love you.
I love everything about you that hurts.

terça-feira, 1 de Julho de 2008

Psicose.


Relato de um esquizofrénico:

«Eu tive uns surtos delirantes. Fui ao céu. Estive lá algum tempo. Aquilo era fantástico, mas passado um tempo aquilo começou a chatear-me. Havia música de fundo celestial. As pessoas não falavam porque liam os pensamentos umas das outras. Ninguém comia porque não tinha fome. Ninguém bebia porque não tinha sede. A certa altura, comecei a ter a necessidade de ter fome e sede, mas isso não acontecia. Ainda bem que entretanto o delírio terminou, senão morria naquele tédio.»

No Paraíso, tudo é perfeito!
Porque o Paraíso é um lugar onde nunca nada acontece.
Quanto um beijo termina, começa outro logo a seguir.
Não é um beijo diferente; é exactamente igual ao último.
E porque a espera e o sofrimento são fundamentais,
Eu gosto dos meus dias de chuva!